terça-feira, 3 de março de 2026

Suspeito de desviar R$ 1,4 bilhão do INSS teria bloqueado iPhone durante sessão da CPMI, aponta relatório da PF


 Suspeito de desviar até R$ 1,4 bilhão do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) por meio da criação de um programa para fraudar biometrias faciais e assinaturas digitais de aposentados, o empresário Igor Dias Delecrode teria utilizado recursos tecnológicos para dificultar o acesso a provas no âmbito da investigação conduzida por uma Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) no Congresso Nacional.

 

De acordo com o Metrópoles, Delecrode acionou mecanismos de segurança do próprio iPhone imediatamente após a CPMI aprovar a apreensão do aparelho. A ação teria ocorrido durante a sessão, diante dos integrantes do colegiado.

 

Ainda segundo a publicação, quando o empresário entregou o celular às autoridades, o conteúdo já não podia ser acessado. Relatório da Polícia Federal indica que Delecrode desligou e reiniciou o telefone, fazendo com que o dispositivo entrasse no estado conhecido como “Antes do Primeiro Desbloqueio”.

 

Nesse modo, mensagens, arquivos e demais registros permanecem protegidos, pois as chaves de criptografia são “descarregadas” da memória RAM. Conforme o relatório, sem a autenticação do usuário, não é possível acessar o conteúdo armazenado no aparelho.

 

O empresário se recusou a fornecer a senha do dispositivo. Investigadores o apelidaram de “gênio do mal” durante as apurações.

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