A condução política do deputado estadual Rosemberg Pinto, líder do governo na Assembleia Legislativa da Bahia (ALBA), tem se tornado um ponto de crescente preocupação nos bastidores do Palácio de Ondina. Uma postura vista por aliados como centralizadora e, por vezes, desalinhada com a realidade local, vem gerando forte desconforto ao governador Jerônimo Rodrigues.
O descontentamento não é um fato isolado. Episódios recentes de fricção política e insatisfação de bases aliadas têm se repetido em diversas regiões do estado. Se em Itabuna os ruídos foram evidentes, o cenário de tensão se replica no Médio Sudoeste, no Recôncavo Baiano com destaque para São Francisco do Conde e em diversos municípios de menor porte, onde lideranças locais queixam-se da falta de diálogo e de um modelo de articulação considerado por muitos como ultrapassado.
Interlocutores políticos apontam que a falta de sensibilidade para mediar conflitos regionais pode cobrar um preço alto para o grupo governista. Como bem adverte o conhecido ditado popular: “A soberba precede a queda”.
Para um governo que precisa de coesão para avançar, a liderança na ALBA exige pontes, e não muros. O momento atual sinaliza que o deputado precisa rever urgentemente os métodos de atuação no interior do estado, sob o risco de fragilizar a base de apoio que sustenta a gestão estadual.



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