terça-feira, 28 de julho de 2026
FAMÍLIA DE ADVOGADA ASSASSINADA EM ITORORÓ FOI ALVO DE EXTORSÃO E PERDEU VEÍCULOS ANTES DO CRIME, APONTA INVESTIGAÇÃO
As investigações sobre a morte da advogada Cláudia Félix de Oliveira, de 51 anos, assassinada a tiros na madrugada do último sábado (25), em Itororó, no sudoeste da Bahia, apontam que a família da vítima vinha sofrendo extorsões e ameaças por parte de um grupo criminoso antes do homicídio.
Segundo as investigações da Polícia Civil, as intimidações estariam relacionadas à cobrança de uma dívida atribuída a um parente da advogada. A pressão exercida pelos suspeitos teria sido tão intensa que familiares chegaram a transferir dois veículos ao grupo criminoso como forma de abatimento do valor exigido.
Ainda de acordo com a investigação, a família registrou um boletim de ocorrência por extorsão na Delegacia Territorial de Itabuna antes do assassinato. Imagens de câmeras de segurança também teriam confirmado que os suspeitos monitoravam a rotina da advogada e da residência nos dias que antecederam o ataque.
Na madrugada do crime, ao perceber uma movimentação suspeita nas proximidades da casa, Cláudia Félix acionou a Polícia Militar pedindo socorro. Pouco tempo depois, homens armados invadiram o imóvel e efetuaram diversos disparos contra a advogada, que morreu no local. O óbito foi constatado por equipes do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu).
O corpo da advogada foi sepultado na manhã de domingo (26), no Cemitério Municipal Recanto da Saudade, no distrito de Bandeira do Colônia, em Itapetinga, sob forte comoção de familiares, amigos e colegas de profissão.
A Ordem dos Advogados do Brasil – Seção Bahia (OAB-BA) e a Subseção de Itapetinga lamentaram a morte da profissional e cobraram rigor na apuração do caso. A Polícia Civil segue investigando a autoria e a motivação do crime.
Por Edcarlos Radialista – Jornalista
MTB 0063962/SP
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