quarta-feira, 18 de março de 2026

Tragédia de Maria Eduarda: Família enfrenta frieza e descaso na Câmara Municipal de Ilhéus

 O que aconteceu ontem na Câmara de Vereadores revelou algo que infelizmente muitos cidadãos já percebem há muito tempo: a chamada “casa do povo” nem sempre está aberta para o próprio povo.

A família de Maria Eduarda, representada por sua mãe Geeanne, esteve na Câmara com um único objetivo: buscar apoio institucional diante da tragédia que ocorreu dentro do ambiente escolar e cobrar providências das autoridades competentes.

Antes da sessão, foi protocolado um requerimento pela assessoria jurídica da mãe de Maria solicitando fiscalização e atuação da câmara dentro da sua competência e a ida da família, amigos e advogados na sessão foi cobrar uma resposta a esse requerimento. 

No entanto, quando chegaram ao local, a realidade foi outra, só receberam condolências. 


Embora o espaço prometido à mãe ter sido concedido, após o advogado da família cobrar respostas ao requerimento, o pedido foi ignorado, como se não tivessem legitimidade para atuar apenas por ser um colégio particular. Uma cena profundamente dolorosa e revoltante.

Trata-se de uma mãe que perdeu sua filha em circunstâncias graves que ocorreram dentro de um ambiente que deveria ser de proteção: a escola. Em vez de acolhimento e resposta do legislativo, o que se viu foi frieza institucional.

Esse episódio gerou indignação não apenas na família, mas em toda a sociedade que acompanha o caso. Afinal, o papel do Poder Legislativo municipal não é fechar portas, mas fiscalizar, cobrar e representar a população.

A Câmara deveria ser um espaço não só de simples escuta. 

O que aconteceu ontem levanta uma reflexão importante:

se a “casa do povo” não dá uma resposta ao povo em momentos de dor e busca por justiça, a quem ela realmente está servindo?

O mais grave de tudo isso é o fato de que, recentemente, vimos matérias em que o presidente da Câmara de Vereadores, César Porto, pelo simples fato de não ser atendido pelo prefeito no momento em que desejava, chegou a ameaçar “fazer com ele o mesmo que fizeram com seu pai”, ou seja, caçá-lo.

Isso revela algo extremamente preocupante.

Estamos vivendo em um Estado Democrático de Direito onde aqueles que deveriam defender e representar o povo demonstram, na prática, estar voltados apenas para seus próprios interesses.

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