A família de Maria Eduarda, representada por sua mãe Geeanne, esteve na Câmara com um único objetivo: buscar apoio institucional diante da tragédia que ocorreu dentro do ambiente escolar e cobrar providências das autoridades competentes.
Antes da sessão, foi protocolado um requerimento pela assessoria jurídica da mãe de Maria solicitando fiscalização e atuação da câmara dentro da sua competência e a ida da família, amigos e advogados na sessão foi cobrar uma resposta a esse requerimento.
No entanto, quando chegaram ao local, a realidade foi outra, só receberam condolências.
Embora o espaço prometido à mãe ter sido concedido, após o advogado da família cobrar respostas ao requerimento, o pedido foi ignorado, como se não tivessem legitimidade para atuar apenas por ser um colégio particular. Uma cena profundamente dolorosa e revoltante.
Trata-se de uma mãe que perdeu sua filha em circunstâncias graves que ocorreram dentro de um ambiente que deveria ser de proteção: a escola. Em vez de acolhimento e resposta do legislativo, o que se viu foi frieza institucional.
Esse episódio gerou indignação não apenas na família, mas em toda a sociedade que acompanha o caso. Afinal, o papel do Poder Legislativo municipal não é fechar portas, mas fiscalizar, cobrar e representar a população.
A Câmara deveria ser um espaço não só de simples escuta.
O que aconteceu ontem levanta uma reflexão importante:
se a “casa do povo” não dá uma resposta ao povo em momentos de dor e busca por justiça, a quem ela realmente está servindo?
O mais grave de tudo isso é o fato de que, recentemente, vimos matérias em que o presidente da Câmara de Vereadores, César Porto, pelo simples fato de não ser atendido pelo prefeito no momento em que desejava, chegou a ameaçar “fazer com ele o mesmo que fizeram com seu pai”, ou seja, caçá-lo.
Isso revela algo extremamente preocupante.
Estamos vivendo em um Estado Democrático de Direito onde aqueles que deveriam defender e representar o povo demonstram, na prática, estar voltados apenas para seus próprios interesses.




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