O apresentador Ratinho será investi
gado pelo Ministério Público de São Paulo (MP-SP). De acordo com a Folha de S. Paulo, a investigação ocorre após falas preconceituosas do apresentador em seu programa no SBT.
Ratinho afirmou durante o quadro Ratinho livre, do Programa do Ratinho: "Quando eu vejo dois homens se beijando, já fico preocupado: ele já saiu do mercado e tirou mais um", disse Ratinho durante bate-papo com um homem casado com sete mulheres. "É muita novela mostrando homem beijando homem, mulher beijando mulher. Não sei se incentiva isso porque, no meu tempo, que o negócio funcionava, não tinha muito isso."
A fala gerou críticas dos telespectadores, fazendo com que deputado federal suplente e ativista LGBTQIA+ Agripino Magalhães Júnior fizesse a nova queixa-crime contra Ratinho. Segundo ele, o SBT também foi acionado e poderá responder conjuntamente pelos comentários de Ratinho por homofobia. Além dele, a deputada federal Sâmia Bomfim (PSOL-SP) também entrou com representação contra Ratinho pelo mesmo caso.
OUTROS CASOS
Ainda segundo informações da Folha, o MP-SP já vinha investigando Ratinho por outras denúncias de homofobia. A ação anterior ocorreu após o apresentador afirmar que a deputada federal, Erika Hilton, não deveria ser escolhida para presidir a Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher na Câmara dos Deputados.
Ratinho alegou: "Tem tanta mulher, por que vai dar para uma trans? Ela não é mulher, ela é trans", afirmou. "Não tenho nada contra trans, mas tem outras mulheres, mulheres mesmo."
Hilton processa Ratinho por transfobia e pede R$ 10 milhões em multa. Ela também pediu ao Ministério das Comunicações a suspensão do programa dele por 30 dias. Como resposta, Ratinho decidiu entrar com uma ação contra a deputada por calúnia e difamação.




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